6 estratégias para aplicar o Marketing de alimentos

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Com as transformações no setor, outros pontos passaram a ser imprescindíveis na execução de uma campanha, como responsabilidade sobre a saúde e o uso de influenciadores digitais

O Marketing de alimentos é uma das áreas que mais exige do gestor atenção à maneira com que será feita a comunicação. Isso porque existe uma reponsabilidade com a saúde dos consumidores, principalmente se eles forem do segmento infantil. Com as transformações no setor, outros pontos passaram a ser imprescindíveis na execução de uma campanha, como questões de saudabilidade e o uso de influenciadores digitais.

O crescimento da procura por blogueiros que criam conteúdo voltado à alimentação saudável aumentou, fomentando o “Consummer overconnected”, que nada mais é do que compartilhar hábitos e culturas alimentares. Com o aumento do número de brasileiros conectados à internet, sobe também o volume de dados voltados à nutrição. Essa é uma oportunidade para as marcas se unirem a esses jovens internautas para a elaboração de ações.

Se antigamente a publicidade ganhava força ao anunciar um produto, nas mãos dos influenciadores elas ganharam uma proporção maior e com mais retorno. “Ídolos virtuais dão exemplo e ajudavam a propagar um lançamento. É bom, mas exige cuidado, porque não estamos lidando com um nutricionista. A estratégia deve incluir um profissional do ramo também, para que o consumidor entenda aquela marca com um valor diferenciado: ela traz pessoas reais e se importa com a saúde”, comenta Marina Pechlivanis, especialista em Comunicação e Consumo, durante o I Fórum Internacional da Alimentação Consciente.

Veja abaixo seis pontos que devem ser levados em conta antes de uma ação de Marketing de alimentos com influenciadores digitais:

Responsabilidade

Muitos blogueiros apenas são adeptos de uma vida saudável ou possuem restrições alimentares. A vivência deles torna o processo idôneo, mas existe a questão de passar uma informação de maneira legal. Ou seja, para falar de nutrição com coerência deve haver um profissional registrado junto às ações. Antes de fazer parceria com algum influenciador é preciso que esse time também seja formado por nutricionistas.

Essa união torna uma campanha mais legítima e com capacidade de conquistar mais os consumidores do que simplesmente colocar a marca em um vídeo no Youtube. “É difícil transformar nutricionista em blogueiro, não é a função dele. Esse casamento pode ser feito no desenho de um roteiro de campanha, para orientar o que é certo e errado. A saudabilidade é o tema do momento, tudo que agregar de conteúdo entre marca e uma alimentação balanceada tende a ganhar pontos”, explica Marina.

Validação em órgãos responsáveis

Uma indústria deve certificar-se do produto antes de fazer qualquer comunicação. Isso porque dependendo do que produz pode haver alguma lacuna que o consumidor não perceba o valor dele em relação ao que está sendo proposto. O lançamento de itens sem lactose, por exemplo, não pode incluir textos que afirmem que ele é para todos que possuem intolerância ao leite – algo que os órgãos responsáveis vêm buscando orientar as empresas.

Isso porque a ausência do açúcar não inibe a ação da enzima da proteína do leite de vaca. Quem possui alergia ao leite continuará a ter alergia ao item sem lactose. “Se um blogueiro diz algo que mente a respeito do produto por falta de entendimento na comunicação é da empresa que vão cobrar. Por isso ao fazer uma campanha, busque uma validação, se possível do Instituto Técnico do Alimento, porque traz segurança. Uma marca que entende do que está produzindo não deixa dúvidas em uma ação”, afirma Marina.

Formatação da linguagem

Durante os períodos de teste do lançamento de um produto é preciso que a equipe de Marketing esteja alinhada aos técnicos. Ao se dialogar com a equipe de base, é possível captar todos os processos para poder utilizá-los nas ações. O tipo de comunicação e a abordagem da marca precisa ser conter uma linguagem específica e apta à compreensão do público-alvo.

Jargões e outros termos mais profissionais podem ser traduzidos de maneira descontraída para o rótulo ou, no caso das crianças, uma linguagem mais didática. “O Marketing precisa estar junto de todo processo de criação e avaliações de um novo alimento. Não existe mais isso de pensar apenas depois que já está formatado. Toda uma campanha só faz sentido se os profissionais captarem desde a essência, será mais fácil pensar um rótulo ou toda uma ativação dessa forma”, comenta Juliana Granzini, especialista em Marketing de Alimentos, Vendas e Consumo, durante palestra no I Fórum Internacional da Alimentação Consciente.

Trabalhe o Marketing com o público

Uma das maneiras mais econômicas e assertivas de saber se um alimento será bem recebido é colocá-lo à disposição dos funcionários da empresa. Diferentes tipos de shoppers podem compor a equipe e oferecer um olhar diferenciado do que entendem da sua comunicação. “Ao falar com seus funcionários é importante que trabalhem a calibragem discursiva, para que o outro não sofra uma digestão mental. Todas as linhas de fábrica podem contribuir com uma ideia”, conta Juliana.

Cuida da frequência e consistência

Pense em múltiplas plataformas para que a comunicação seja percebida em vários canais de forma que ela não fique puramente lúdica, técnica ou educativa, mas que possa ter uma sinergia e estrutura que permita inúmeras interações com a informação. “Essa é uma forma de facilitar a pessoa a absorver as ideias. Cada canal tem sua linguagem e tipo de abordagem. Quem trabalha com Food Service precisa explicar de uma forma mais profissional do que vai expor um anúncio em rede social”, diz Juliana.

Também deve-se atentar que esse alimento precisa ser sempre lembrado como algo importante na vida do consumidor, por isso diferentes ações mostrando outros pontos do produto faz com que ele seja desejado, por ter algo além do que um benefício. “Ser lembrado em um tempo de concorrência é fundamental. As ações devem conversar entre si e criar uma unidade que mostre porque aquele item deve ser consumido”, pontuou.

Ouça a outra ponta

Os consumidores também têm muito a ensinar às empresas e se as marcas não se abrem para ouvi-los perde-se uma oportunidade de entrar no universo dele. “As pessoas compartilham o que pensam de um produto, do que sentem falta no mercado ou do que gostam ou não de um item. Aquele que dialogar com esse consumidor saberá no que melhorar e o que oferecer a ele”, afirma Marina.

Foi ouvindo as mães que muitas marcas passaram a adotar informações específicas de itens alergênicos, algo que posteriormente tornou-se obrigatório. Do mesmo modo, mudanças no portfólio podem ser feitas de maneira mais assertiva em uma rápida busca sobre o nome dela nas redes sociais. “Gestores possuem pensamento estratégico, mas ouvir a experiência do usuário, traz menos riscos e mais chances de saber onde agir”, conta Marina.

Veja como as questões de saudabilidade está impulsionando as estratégias de Marketing de Alimentos, em estudo disponível no Mundo do Marketing Inteligência. Conteúdo exclusivo para assinantes.

https://www.mundodomarketing.com.br/inteligencia/dicas/516/6-estrategias-para-aplicar-o-marketing-de-alimentos.html


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